TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Em 20 dias, mortes pelo vírus da gripe quase dobram em São Paulo

No ano, já foram 11 óbitos em 65 casos graves registrados; diretora de imunização afirma que não há razão para alarme

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2018 | 21h33

SOROCABA - O número de mortes pelo vírus influenza, causador da gripe, quase dobrou em 20 dias no Estado de São Paulo, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde. Desde o início de 2018 e até o dia 22 de março, tinham sido registrados 42 casos graves da doença e seis óbitos. Nesta terça-feira, 10, o número de casos graves tinha subido para 65, mas o de mortes chegou a 11. Os casos relacionados ao vírus A (H3N2) passaram de 14, com um óbito, para 19, com três mortes. Em todo o ano de 2017, foram 1.021 casos e 200 óbitos, cerca da metade relacionados ao H3N2 - 562 casos e 99 mortes.

+++ Taubaté tem mortes confirmadas pela gripe H3N2

Nesta terça-feira, a Vigilância Epidemiológica de Taubaté, no interior, confirmou a gripe como causa da morte de dois jovens - um rapaz de 19 anos e uma jovem de 20, mortos em março. A cidade já havia registrado outras duas mortes, neste ano, pela doença. As vítimas foram um bebê de 3 meses e uma idosa de 70 anos. Há ainda um óbito em investigação.

+++ Vacinação contra gripe começa na rede privada

Em Rio Claro, um casal morreu neste fim de semana com sintomas da gripe. A Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado dos exames para confirmar a doença e o tipo do vírus. Outras duas pessoas estão internadas com sintomas.

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A diretora de imunização da pasta estadual, Helena Sato, disse que não há razão para alarme, pois a circulação do vírus no Estado está sendo monitorada e controlada com vacinação. No próximo dia 23, São Paulo entra na 20ª Campanha Nacional de Vacinação Contra o Vírus Influenza, programada pelo Ministério da Saúde.

O público-alvo, estimado em 12 milhões de pessoas, receberá a vacina trivalente, que imuniza contra os vírus H1N1, H3N2 e o tipo B. A vacinação segue até 1º de julho e terá o Dia D em 12 de maio.

Conforme Helena, são prioridade grupos mais suscetíveis, como crianças entre 6 meses e 5 anos, idosos, grávidas, puérperas, portadores de doenças crônicas, profissionais da saúde, professores e detentos.

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