Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Brasil atinge a marca de 450 mil mortes por covid-19 após 15 meses de pandemia

Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, Brasil atingiu nesta segunda-feira, 24, 450.026 mortes acumuladas pelo novo coronavírus

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2021 | 20h05
Atualizado 25 de maio de 2021 | 17h59

SÃO PAULO - Após 15 meses de pandemia, o Brasil chegou à marca de 450 mil mortos por covid-19 nesta segunda-feira, 24, segundo dados compilados pelo consórcio de veículos de imprensa. Com a média móvel de óbitos ainda em patamar alto e número de casos em nova crescente, o País já acumula 450.026 perdas desde o início da crise sanitária.

Especialistas já vinham alertando que o pico ainda não tinha passado no Brasil, mas em muitos lugares optou-se pela flexibilização das regras de isolamento social. Nas últimas 24 horas, novas 841 mortes foram registradas no País. 

A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 1.881 nesta segunda. O índice é menor em relação ao dia anterior, quando marcou 1.909, mas o patamar é considerado elevado.

Por sua vez, o aumento de novos casos, percebido desde a última semana, tem causado apreensão. Na segunda-feira passada, o índice de diagnósticos foi de 35.888 em 24 horas. Agora, está em 37.563. A média de novos casos diários chegou a 65.719, 8% a mais do que há 14 dias. Já os casos acumulados ultrapassam 16,1 milhões.

A maioria das mortes por coronavírus no Brasil foi registrada neste ano. Em 2020, após o pico da primeira onda, o número de casos e mortes começou a cair entre julho e agosto para ter novo aumento a partir de novembro. O surgimento de uma nova cepa do vírus (P.1) em Manaus colapsou o sistema amazonense em janeiro e provocou a mesma catástrofe em quase todos os Estados entre fevereiro e março deste ano. 

 


No ano passado, o País demorou quase cinco meses para chegar aos primeiros 100 mil mortos e outros cinco meses para chegar aos 200 mil, marca que foi atingida já em 21 de janeiro. Depois, foram dois meses e meio para alcançar as 300 mil vítimas.

A confirmação de 450 mil óbitos veio apenas 61 dias depois. A marca, incomparável a qualquer outra tragédia no Brasil, é registrada em meio à CPI da Covid, no Senado, que apura possível responsabilidade do governo na condução da pandemia, e ao receio provocado pela chegada da variante B.1.617, originada na Índia. Os primeiros casos foram confirmados no Maranhão.  

Já após a chegada da nova cepa, o presidente Jair Bolsonaro participou de evento, sem máscara e com aglomeração, em Açailândia, no interior do Maranhão. No fim de semana, também esteve em outro ato com motociclistas no Rio, mais uma vez sem máscara e com multidão.

Acompanhado de aliados político, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento social, defendido por médicos e pesquisadores. "Muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria do povo brasileiro, e sem qualquer comprovação científica, decretaram lockdown, confinamento e toque de recolher", disse na ocasião. "Eu lamento cada morte no Brasil, não importa a motivação da mesma. Mas nós temos que ser fortes, temos que viver e sobreviver."

Em números absolutos, os Estados que registram mais mortes acumuladas por covid-19 são: São Paulo (107.677), Rio de Janeiro (49.539), Minas Gerais (39.128), Rio Grande do Sul (27.468) e Paraná (25.418).

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.