EFE/Antonio Lacerda
EFE/Antonio Lacerda

Brasil registra pelo quarto dia seguido mais de 1,1 mil mortes por covid-19

Com 77 mil óbitos pela doença, País contabilizou mais de 32 mil novos casos confirmados da doença no período de 24 horas: foram 32.448 de ontem para hoje e agora já são mais de 2 milhões de pessoas contaminadas

Sandy Oliveira, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 20h00

Após ultrapassar a marca de 2 milhões de contaminações registradas pela covid-19, o Brasil contabilizou pelo quarto dia consecutivo mais de 1,1 mil mortes pela doença em 24 horas. Foram 1.110 novas mortes e mais 32.448 casos confirmados de infecção de ontem para hoje, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. 

No total, foram mais de 77.932 vidas perdidas por causa da covid-19 e 2.047.186 pessoas infectadas. Nos últimos sete dias, o Brasil registrou uma média diária de 1.058 óbitos por covid-19.

O Brasil é o segundo País do mundo com maior número de casos e mortes por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 3,6 milhões de infecções confirmadas e 139 mil óbitos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Foram quatro meses para o Brasil chegar a 1 milhão de infectados, em 19 de junho, e bastaram 27 dias para o número dobrar. Os números podem ser muito maiores que os registrados, já que o País testa pouco a sua população. 

O Estado de São Paulo chegou a 19.377 mortes por novo coronavírus nesta sexta-feira, das quais 339 foram registradas nas últimas 24 horas. O número de casos confirmados é de 407.415, um acréscimo de 5.367 casos. Segundo levantamento estadual, a covid-19 chegou a pelo menos 636 dos 645 municípios paulistas.

O Rio de Janeiro vem na sequência da lista de Estados mais afetados, com 11.919 óbitos pela doença e mais de 135.230 casos confirmados da doença. O Estado registrou 70 mortes por covid-19 e 657 novos casos da doença no período de 24 horas.

O Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do País, mais do que dobrou o número de mortes pelo novo coronavírus. Os óbitos subiram de 85, no dia 1º, para 203 nesta sexta-feira, doze mortes foram confirmadas só nas últimas 24 horas. Também desde o dia 1º, os casos positivos passaram de 8.676 para 15.805.

Ministério da Saúde completa dois meses sem chefe titular

Em plena pandemia da covid-19, o Ministério da Saúde completou 63 dias sem chefe titular nesta sexta-feira, 17. A gestão de militares da pasta, liderada pelo ministro interino, general Eduardo Pazuello, está sob questionamentos, que se estendem às Forças Armadas. 

Como mostrou o Estadão, o País só atingiu 20% da capacidade diária prometida de exames de diagnóstico. O percentual se explica, entre outras razões, por o Ministério da Saúde ter entregue apenas cerca de 20% dos 24,2 milhões de testes RT-PCR (que detecta a presença do vírus) prometidos aos Estados e municípios. Além disso, os kits para realizar o exame foram enviados incompletos. 

'No Brasil, é o vírus que está no controle até agora', diz diretor de emergências da OMS

O diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta sexta-feira, 17, que vários países - incluindo o Brasil - não conseguiram controlar o surto do novo coronavírus. "Até agora, é o vírus que está no comando, que está ditando as regras. Nós é que precisamos ditar as regras em relação ao vírus".

Ryan explicou que o número de novos casos de covid-19 registrados diariamente no País estabilizou entre 40 mil e 45 mil e as mortes diárias estão na média de 1,3 mil. A taxa de transmissão chegou a ser maior que de 2, o que significa que uma pessoa infectada transmitia a donça a outras duas, em média.  Atualmente, esse índice está em 0.5 a 1.5, a depender do Estado, o que mostra que não há mais crescimento exponencial.

Consórcio de veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação, que uniram forças para coletar junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgar os números totais de mortos e contaminados. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia.

O órgão informou, no início da noite desta sexta-feira, que o Brasil contabilizou 1.163 óbitos e mais 34.177 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, no total são 77.851 mortes e 2.046.328 casos confirmados pelo coronavírus. O número é diferente do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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