Governo de SP
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Brasil supera metade da população com esquema vacinal completo contra a covid-19

Dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa apontam que 106,8 milhões de pessoas já receberam duas doses ou dose única de imunizantes anticovid

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2021 | 12h31

O Brasil superou nesta quarta-feira, 20, a marca de 50% da população com esquema vacinal completo contra a covid-19. Dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa apontam que um total de 106.874.272 pessoas, ou 50,1% dos habitantes do País, receberam duas doses ou dose única de imunizantes anticovid. 

Conforme o balanço, a quantidade de vacinados com ao menos uma dose é de 152.325.559, o equivalente a 71,41% do total, o que faz o Brasil superar países como Estados Unidos e Alemanha entre aqueles com algum tipo de proteção. 

Desde o início de setembro, segundo mostrou o Estadão, o País vive um novo momento da campanha de vacinação contra a covid-19, com predomínio da aplicação de segundas doses. Com isso, o índice saltou de 30% para 40% e, posteriormente, de 40% para 50% em intervalos de menos de um mês.

Ao mesmo tempo, o Brasil atingiu no último dia 8 a marca de 600 mil mortes pela covid – mais gente do que as populações de sete capitais do País, como Florianópolis e Vitória. Com o avanço da vacinação e a queda de infectados, cresce nos hospitais e nas ruas a sensação de que o pior foi superado. Especialistas, porém, destacam que a crise sanitária pode ter reviravoltas e seus efeitos são duradouros.

Nesta terça-feira, 19, a média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 351, com leve aumento em relação ao registrado no dia anterior (322). No total, o Brasil tem 603.902 mortos e 21.664.543 casos da doença, a segunda nação com mais registros de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, g1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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