Brasil tem mais de 1.100 mortes em 24 horas; média móvel volta a bater recorde

Boletim das 20h deste domingo registra 1.111 óbitos nas últimas 24 horas; média móvel chega a 1.832

Redação - O Estado de S. Paulo

Em mais um dia que comprova o descontrole da pandemia, o Brasil registrou 1.111 mortes por covid-19 e 43.781 casos da doença neste domingo, 14. Pelo 16º dia consecutivo, o País teve recorde de média móvel de mortes, chegando a 1832. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +50%, indicando tendência de alta nos óbitos. Com os dados de domingo, o Brasil chega ao total de 278.327 óbitos e 11.483.031 casos confirmados.

Emergência lotada no Hospital Nossa Senhora de Conceição, em Porto Alegre.  Foto: Silvio Avila/AFP

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.  O Brasil vive o pior momento da doença com aumento de casos e mortes em praticamente todas as regiões. Já são 53 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. Boletim quinzenal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última quinta-feira, confirma a gravidade do momento, apontando alta taxa de ocupação de leitos, tendência de avanço nos casos de síndromes respiratórias e elevada participação do País no total de mortes causadas pela doença no mundo. 

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O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Uma morte a cada cinco minutos 

O estado de São Paulo ultrapassou neste domingo a marca de 10 mil pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com covid-19 pela 1ª vez desde o início da pandemia. Hoje, são 23.626 pessoas internadas, sendo 10.244 em UTIs e 13.382 em enfermaria. Nas últimas 24 horas, foram registrados 158 óbitos pela doença e 7.853 novos casos. No total, São Paulo tem 2.202.983 casos e 64.123 mortes.

Considerando-se apenas as duas primeiras semanas do mês de março, São Paulo registra uma nova morte por covid-19 a cada cinco minutos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Só neste mês já foram 4.630 óbitos pela doença – oito a mais que o total de dezembro inteiro. Nessas duas semanas, já foram confirmados 161.355 novos casos, o que representa 40 confirmações a cada cinco minutos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 90% na Grande São Paulo e 88,4% no Estado. Números similares só foram atingidos na Região Metropolitana na última quinzena de maio de 2020. Para o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a tendência de alta na ocupação nos leitos será mantida na próxima semana. “Os próximos dias serão difíceis em todo o sistema de Saúde. Estamos enfrentando a pior fase da pandemia com o aumento da taxa de ocupação de leitos.”

A partir desta segunda-feira, 15, entra em vigor a Fase Emergencial, com medidas mais duras de restrição, que se estendem até o dia 30. O objetivo é frear o aumento de novos casos, internações e mortes por coronavírus e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado.

 

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