Werther Santana / Estadão
Werther Santana / Estadão

Com ruas vazias, parques amanhecem fechados em toda a cidade de São Paulo

Medida emergencial foi decretada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 20

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2020 | 12h51

Os parques da cidade de São Paulo amanheceram fechados neste sábado, 21. Este é o primeiro dia da nova medida, publicada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 20, para conter o avanço do novo coronavírus. A proibição do acesso aos espaços se estende aos parques estaduais, em cumprimento ao estado de calamidade pública, também decretado nesta sexta pelo governador João Doria (PSDB).

O fechamento dos 107 parques da capital vale por tempo indeterminado. A decisão engloba o Parque das Bicicletas e o Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret). Apesar da ação emergencial para esvaziar as ruas e os lugares de grandes aglomerações, populares encontraram um jeito de burlar as regras. 

Nas primeiras horas deste sábado, alguns utilizaram o lado de fora do Parque do Ibirapuera para praticar exercícios. Cartão-postal da cidade, o local costuma receber cerca de 150 mil pessoas aos fins de semana. Por mês, registra aproximadamente um milhão de entradas.

Outro ponto de circulação intensa aos sábados e domingos, a Avenida Paulista também teve movimentação bem abaixo do normal nesta manhã. Entre os que passavam pela rua mais famosa de São Paulo, a maioria adotava o uso de máscaras protetoras, indicada para quem apresenta sintomas da covid-19.

Os efeitos do decreto de Covas em outras áreas começaram a valer nesta sexta, quando o comércio de toda a cidade fechou as portas. Lojistas estão proibidos de atender presencialmente o público por 15 dias. A medida não vale para farmácias, mercados, feiras livres, lojas de conveniência e postos de combustível, entre outros estabelecimentos. Bares, padarias e restaurantes podem funcionar, mas com regras adicionais de higiene.

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