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Covas decreta fechamento dos parques municipais por tempo indeterminado

Começam a valer na capital paulista, nesta sexta-feira, 20, as medidas de fechamento do comércio para conter o avanço do novo coronavírus

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 09h00
Atualizado 20 de março de 2020 | 13h57

SÃO PAULO - O prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou o fechamento por tempo indeterminado dos parques municipais de São Paulo a partir deste sábado, 21. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município desta sexta-feira, 20, e engloba também o Parque das Bicicletas e o Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret).

No início da tarde, durante coletiva, Covas comentou o decreto e disse que a medida tem como objetivo conter o avanço do novo coronavírus na capital.

"Imaginem o que é para um prefeito ter de determinar o fechamento do Parque do Ibirapuera, cartão-postal da cidade de São Paulo. A gente observou, ao longo dos últimos três dias, um grande crescimento na frequência desses parques. A própria Vigilância Sanitária que, inicialmente, era contrária ao fechamento dos parques por serem ao ar livre, por terem uma possibilidade bem menor de contágio, resolveu recomendar isso."

Há 107 parques na cidade de São Paulo, entre os parques urbanos, lineares e naturais (reservas ecológicas em que o acesso é feito com hora marcada) e não há um dado geral sobre o público que frequenta todos eles. O Parque do Ibirapuera, mais famoso da capital, chega a receber 150 mil pessoas aos fins de semana -- isso sem contar quando há eventos, e esse número pode subir. Na média, há 1 milhão de entradas por mês só lá. 

Outras restrições

Começou a valer nesta sexta-feira na capital o decreto de Covas que determinou o fechamento do comércio de toda a cidade para tentar retardar o avanço do novo coronavírusLojistas estão proibidos de atender presencialmente o público por 15 dias. A medida não vale para farmácias, mercados, feiras livres, lojas de conveniência e postos de combustível, entre outros estabelecimentos. Bares, padarias e restaurantes podem funcionar, mas com regras adicionais de higiene. Casas noturnas, salões de festas e espaços de eventos também devem permanecer fechados até 20 de abril. 

Na terça-feira, a Prefeitura publicou um decreto de emergência pública na capital paulista e entraram em vigor medidas como a suspensão do rodízio no trânsito, restrições a velórios e a possibilidade de apreender bens essenciais ao combate à pandemia, como o álcool em gel.

O governo do Estado também vem anunciando medidas para conter o avanço da doença. O governador João Doria (PSDB) fez uma recomendação, sem imposição legal nem punição, para que os shoppings das 39 cidades da região metropolitana de São Paulo fechem as portas a partir das próxima segunda-feira, 23, e permaneçam sem funcionar ao menos até o dia 30 de abril

São Paulo já teve cinco mortes confirmadas por causa do novo coronavírus. 

Confira o que abre e o que fecha em São Paulo a partir de sexta-feira, 20.

Abertos

  • Farmácias
  • Mercados
  • Feiras livres
  • Padarias (com regras adicionais de higiene)
  • Bares (com regras adicionais de higiene)
  • Restaurantes (com regras adicionais de higiene)
  • Lojas de conveniência
  • Postos de combustível
  • locais de venda de produtos para animais

Fecham por determinação da prefeitura

  • Casas noturnas
  • Salões de festas
  • Espaços de eventos

Recomendação de fechamento por parte do governo do Estado

  • Igrejas e templos (se houver cultos, o indicado é manter 3m de distância entre os fiéis)
  • Shoppings
  • Academias  

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