Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Estado de São Paulo ultrapassa 100 mil mortes por covid-19

Municípios paulistas registram 100.649 óbitos confirmados por coronavírus; média móvel de novas internações voltou a crescer nos últimos três dias

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2021 | 15h07
Atualizado 08 de maio de 2021 | 17h01

O Estado de São Paulo ultrapassou a marca de 100 mil mortes por covid-19 neste sábado, 8. O registro ocorre em meio à preocupação de um novo recrudescimento da pandemia em todo o País.

Ao todo, são 100.649 óbitos e 2.997.282 casos confirmados de novo coronavírus no Estado, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Do total, 660 mortes, 13.100 casos e 2.483 internações foram registrados nas últimas 24 horas.

A taxa de ocupação é de 78,5% em UTI e de 57,7% em leitos de enfermaria, o que representa 21.565 pacientes hospitalizados. No Brasil, o boletim do consórcio dos veículos de imprensa de sexta-feira, 7, confirmava 419,3 mil óbitos no País.

Nos últimos três dias, o Estado está com um aumento gradual da média móvel (calculada com os dados dos últimos sete dias) de internações, com 2.254 hospitalizações diárias no balanço deste sábado. A taxa é quase três vezes maior do que a do início de novembro, com 840 internações. No auge da pandemia, no fim de março, a média chegou a 3.399 hospitalizações.

Em queda, a média móvel de óbitos foi de 529 neste sábado. Em novembro, era de cerca de 85 por dia. O mesmo se repete entre os casos, com média móvel de 11.320 também neste sábado. No início de novembro, estava na casa dos 2,4 mil diariamente.

Segundo levantamento da Universidade John Hopkins, apenas oito países no mundo superaram as 100 mil mortes por covid-19. São eles: Estados Unidos (581 mil), Brasil (419 mil), Índia (238 mil), México (218 mil), Reino Unido (127 mil), Itália (122 mil), Rússia (111 mil) e França (106 mil).

Os municípios paulistas que mais registraram óbitos por covid-19 são: São Paulo (28.309), Guarulhos (3.652), Campinas (3.129), São Bernardo do Campo (2.375), Santo André (2.162), São José do Rio Preto (1.992), Ribeirão Preto (1.935), Osasco (1.858), Sorocaba (1.709), Santos (1.558), São José dos Campos (1.275), Mauá (1.200), Mogi das Cruzes (1.092) e Jundiaí (1.073).

O desabastecimento de insumos e medicamentos ainda preocupa prefeituras de São Paulo. Um levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) divulgado na sexta-feira, 7, aponta que estoques baixos de remédios do chamado "kit intubação". Segundo o balanço, há bloqueadores neuromusculares suficientes para até uma semana em 62% das unidades de saúde dos 260 municípios que informaram dados sobre abastecimento. Já para os sedativos, a mesma situação é observada em 57,3% dos casos.

Na sexta-feira, o governo João Doria (PSDB) anunciou a prorrogação da "fase de transição" do Plano São Paulo até 23 de maio. O horário de funcionamento dos estabelecimentos foi ampliado para até as 21 horas e a capacidade de lotação dos espaços também aumentou, para 30%. As medidas começaram a valer neste sábado.

São Paulo está desde 18 de abril na chamada "fase de transição", mais permissiva que a vermelha e com poucas restrições a mais do que a laranja. A nova flexibilização também alterou o toque de recolher, que passou a valer das 21 às 5 horas.

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