Governo do Estado de São Paulo
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Governo de SP prorroga 'fase de transição' por duas semanas

Fase vai até o dia 23, e amplia horário de funcionamento dos estabelecimentos para 21h e capacidade de atendimento para 30% a partir do próximo sábado, 8

João Ker, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2021 | 12h50

O governo de São Paulo anunciou durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 7, a prorrogação da "fase de transição" do Plano SP até o próximo dia 23, para conter a disseminação do coronavírus em todo o Estado. De acordo com as novas regras, o horário de funcionamento dos estabelecimentos foi ampliado para até as 21h e a capacidade de lotação do espaço também aumenta para 30%. As medidas começam a valer a partir do próximo sábado, 8. 

São Paulo está desde 18 de abril na chamada "fase de transição", mais permissiva que a vermelha e com poucas restrições a mais do que a laranja. Com as novas medidas anunciadas nesta sexta, as principais diferenças entre esta e a próxima fase do Plano SP são a possibilidade de regionalização das medidas, que hoje valem para todo o Estado, e a limitação da capacidade de atendimento nos estabelecimentos, que pode aumentar dos 30% de agora para 40%. 

A nova flexibilização da "fase de transição" também altera o toque de recolher, que agora passa a valer entre as 21h e 5h. De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, as regras de teletrabalho para funções administrativas não-essenciais continua em vigor, assim como a orientação para o escalonamento dos horários de entrada e saída em setores da indústria, comércio e serviços.

"Essa hora adicional nos permite realizar o teste do impacto real de uma hora [na flexibilização], mas lembrando que a ocupação é menor do que a fase laranja", afirmou Patrícia sobre o novo horário de funcionamento dos estabelecimentos, mais amplo do que o previsto na próxima fase do Plano SP. "É uma fase de transição para os dois lados. Para o endurecimento de medidas, os prefeitos têm total autonomia. Uma flexibilização acima do que temos hoje, acreditamos que poderia impactar negativamente a pandemia neste momento." 

Ela também defendeu a atual unificação do Plano SP para todo o Estado, ao contrário da regionalização oferecida pela fase laranja. "A avaliação regional nos ajudou no primeiro momento da pandemia, quando havia uma heterogeneidade maior. Agora, com o processo de vacinação acontecendo no mesmo ritmo proporcionalmente em todo o Estado, esamos vendo que as medidas restritivas estão sendo mais eficazes."

Nesta quarta, a taxa oficial de ocupação nos leitos de UTI do coronavírus está em 78,3% para o Estado, e em 76,3% para a Grande São Paulo. De acordo com João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência, esses índices poderiam chegar a 70% e 62%, respectivamente, se fosse considerada a capacidade máxima de atendimento e não as vagas disponíveis no momento.

Durante a apresentação, Gabbardo frisou que no último mês foram fechados 1.630 leitos exclusivos para a covid-19, nas redes pública, privada e filantrópica de São Paulo. "Quando a demanda por internação reduz, há uma movimentação quase automática de utilização desses leitos para as outras especialidades, reduzindo o número de vagas para a covid. Aparantemente, a nossa ocupação permanece alta, mas porque há uma redução no número de leitos para a covid”, afirmou, explicando que os leitos podem ser reconduzidos para o combate da pandemia caso haja uma nova alta de internações pela doença. 

Na última quarta-feira, 5, o governador João Doria (PSDB) se disse "otimista" em relação ao "avanço positivo" na próxima reclassificação do Plano SP, que começa a valer a partir da próxima segunda-feira, 10. Ainda assim, o Estado registrou na última semana epidemiológica um leve aumento de 2,5% nos casos confirmados da covid, quebrando a tendência de queda que se apresentava nas duas semanas anteriores.

Durante a coletiva desta tarde, o cordenador do Centro de Contingência Paulo Menezes afirmou que a suspeita de aumento dos índices relativos ao avanço da pandemia no Estado não se confirmou. Os dados apresentados nesta tarde e referentes à atual semana epidemiológica, que se encerra no próximo sábado, 8, mostram que até o momento houve redução de 10,8% nos novos casos, de 0,4% nas novas internações e de 13,5% nos óbitos, quando comparados com a semana anterior.

Nas últimas 24 horas, o Estado registrou 583 mortes e outras 14.502 testes positivos para a covid-19. Ao todo, São Paulo já teve 99.989 óbitos e 2.984.182 casos confirmados pela doença desde o início da pandemia.

Vacinação

A imunização para pessoas com deficiência permanente e com comorbidades, dos 50 aos 54 anos, também foi anunciada para a próxima sexta-feira, 14, dois dias depois do início para aquelas na faixa etária entre os 55 e 59 anos. De acordo com a estimativa do governo, o novo grupo anunciado hoje abrange cerca de 865 mil pessoas.

Confira aqui a lista de comorbidades consideradas pelo Plano Nacional de Imunização e quais os documentos necessários para comprová-las.

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