Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Participação de brasileiros no Mais Médicos chega a 44%

Na última seleção de profissionais para o programa foram escolhidos 1.375, a maioria deles formada na Bolívia

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2017 | 19h00

BRASÍLIA - A participação de brasileiros no programa Mais Médicos aumentou 44% em um ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Ministério da Saúde. Na última seleção de profissionais, foram escolhidos 1.375 médicos brasileiros que se formaram no exterior. A maioria (899, o equivalente a 65,4%) graduou-se na Bolívia. Também é expressiva a participação de brasileiros formados no Paraguai: 340, o equivalente a 24,73%. 

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A mudança no perfil do Mais Médicos era defendida pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, desde a sua posse, em maio de 2016. Para atingir o objetivo e ampliar a participação de brasileiros, as regras para a seleção de profissionais foram alteradas.

Até o ano passado, formados na Bolívia e Paraguai somente podiam participar do programa se tivessem o diploma validado. A restrição, prevista desde a implantação do programa, era uma resposta do governo às criticas feitas pelas associações médicas, que alertavam para o risco de haver uma onda de profissionais formados em instituições desses dois países que, na avaliação das entidades, apresentavam uma qualidade de ensino médico duvidoso.

Com o fim da barreira, brasileiros formados na Bolívia e Paraguai aderiram ao programa. Os graduados no exterior, brasileiros ou não, têm de fazer um curso de três semanas para adaptação. Os 1.375 médicos selecionados já terminaram essa etapa e devem seguir, a partir da próxima semana, para 800 municípios onde há vagas disponíveis do programa.

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Cubanos

Nesta seleção do Mais Médicos, a segunda, fizeram a inscrição 1.985 profissionais. A primeira fase da seleção foi voltada para  brasileiros. Atualmente, o programa conta com 18.240 vagas. Desse total, 47,1% são de profissionais cubanos. Esse número deverá ser reduzido ao longo dos próximos anos.

A intenção é limitar ao máximo a participação de cubanos, deixando para os recrutados no programa de colaboração com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) apenas vagas que não são preenchidas por brasileiros, sejam eles formados no País ou no exterior.

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