REUTERS/Amanda Perobelli
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Governo de SP anuncia vacinação contra a covid para pessoas de 60 a 64 anos

Grupo será imunizado a partir dos dias 29 de abril e 6 de maio

João Ker, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2021 | 12h39

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 14, o governo de São Paulo anunciou a vacinação contra o coronavírus para pessoas de 60 a 64 anos no Estado. Para quem tiver 63 e 64, a imunização começa em 29 de abril; para aqueles com 60 a 62 anos, a vacina estará disponível a partir de 6 de maio. O grupo, de acordo com o governador João Doria (PSDB), contém 2,24 milhões de pessoas. 

Doria também afirmou que este grupo receberá, majoritariamente, as vacinas da Universidade de Oxford/AstraZeneca, produzidas no País pela Fiocruz. Com isso, o Estado aguarda o Ministério da Saúde enviar o lote com as doses. De acordo com Regiane Cardoso de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização, pessoas com comorbidades são as próximas na fila da imunização em São Paulo. Nesta manhã, o Instituto Butantan entregou uma nova remessa ao governo com 1 milhão de doses da Coronavac, a serem incorporados no Plano Nacional de Imunização (PNI).  

Desde a última segunda-feira, 12, o Estado regrediu para a fase vermelha do Plano São Paulo, menos restritiva que a fase emergencial, implementada desde 15 de março. Ainda ontem, o secretário estadual da Saúde Jean Gorinchteyn afirmou que o período de maiores restrições conseguiu reduzir as internações gerais em 17,5%. 

Nesta manhã, o governo de São Paulo afirmou ter enviado nove ofícios ao Ministério da Saúde solicitando medicamentos do kit intubação para pacientes graves de covid-19. O objetivo é repor estoques e evitar o desabastecimento de remédios essenciais para o tratamento da doença. Para evitar o colapso no atendimento, o prazo solicitado é de 24 horas.

“Não só  precisamos que o governo responda esses ofícios, mas que responda de forma ativa”, afirmou Gorinchteyn durante a coletiva. De acordo com o governador, Estados, municípios e empresas estão impossibilitados de comprar os insumos para intubação desde que o Ministério da Saúde, ainda sob o comando de Eduardo Pazuello, teria “confiscado, sequestrado”, os medicamentos. Pela manhã, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que espera receber uma nova remessa com os fármacos em até dez dias.

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