FELIPE RAU/ESTADAO
Mario Jorge Tsuchiya, presidente do Cremesp FELIPE RAU/ESTADAO

Quem decide a alta é só o médico, diz presidente do Cremesp

Mario Jorge Tsuchiya comentou o caso do paciente que deixou o Hospital São Paulo por vontade própria. Para ele, a instituição deveria fazer um boletim de ocorrência relatando evasão

Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 18h20

A alta é uma prerrogativa do médico e pacientes não podem decidir quando sairão do hospital. Essa é a opinião do presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Mario Jorge Tsuchiya, ao comentar a saída de um paciente suspeito de coronavírus do Hospital São Paulo, na zona sul da capital, nesta quinta-feira. 

Como o Estado revelou, o paciente voltou esta semana de uma viagem à Itália e apresentou sintomas de gripe. O primeiro exame para coronavírus deu negativo, mas ele foi colocado na área de isolamento da instituição e aguardava o resultado da contra-prova, um segundo teste feito pelo Instituto Adolfo Lutz

Foi quando o homem resolveu ir para a casa. "Quem determina a alta é o médico, enquanto ele estiver no hospital a responsabilidade é do hospital. Se não teve alta, algum motivo teve para ele ficar", diz Tsuchiya. Para ele, o Hospital São Paulo "teria a obrigação" de fazer um boletim de ocorrência relatando a evasão do paciente para se resguardar de ser responsabilizado depois. "Configura uma evasão de um local que ele deveria estar para própria segurança e para a segurança da sociedade", completa.

Ao comentar o caso em coletiva de impresa nesta sexta-feira, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o Ministério da Saúde vai orientar os hospitais e unidades de saúde a irem atrás de pacientes suspeitos de infecção pelo novo coronavírus que abandonarem os exames.

O protocolo, segundo o secretário, será tentar identificar o destino do paciente e investigar onde esteve e com quem manteve contato. “O fato de ter dado negativo não significa que é coronavírus”, ressalvou Oliveira. “Não estamos vivendo uma epidemia, vamos com calma. Ele (paciente) ficará em isolamento respiratório (domiciliar) se necessário”, disse.

Um familiar do paciente que conversou com a reportagem afirmou que ele deixou o hospital porque foi "negligenciado" e chegou a fazer um boletim de ocorrência relatando o ocorrido. Ele teria ficado sem cobertores e sem comida. Também não teria sido informado corretamente dos procedimentos adotados. O paciente não quis dar entrevista e pediu para não ter seu nome publicado. Segundo este familiar, ele passa bem e está sendo assessorado por médicos particulares. 

Procurado, o Hospital São Paulo informou, em nota, que "houve cuidado e respeito ao paciente e foram seguidas as recomendações oficiais para a assistência ao paciente em risco de infecção pelo coronavirus". Não foi informado se a instituição registrou a saída do paciente. A nota do hospital diz ainda: "O paciente evoluiu com melhora do estado geral, afebril durante a internação. Os exames laboratoriais e radiografia de tórax foram normais. Permaneceu internado aguardando os resultados da pesquisa viral. Por questões pessoais, o paciente não aceitou ficar internado, e encontra-se em sua residência sob acompanhamento da Unidade de Vigilância Sanitária do Município."

Na noite desta sexta-feira, o hospital também informou que está em contato constante com o paciente e que ele está em isolamento domiciliar "em função do referido paciente apresentar quadro clinico compatível com a recuperação em residência". 

Para o advogado Fabricio Angerami Poli, especialista na área de saúde, é de responsabilidade da instituição manter o paciente em observação para que não haja uma evasão. "Se ele saiu sem avisar o médico, difícil responsabilizá-lo, mas a institutição deve ter responsabilidade sobre o paciente, o médico não fica o tempo todo com ele. Em um caso como esse, o paciente deveria ter sido observado mais de perto."

Segundo ele, o caso é muito delicado e a legislação não deixa claro qual deveria ser a conduta do médico no caso da evasão. A medida provisória editada pelo governo Bolsonaro, e transformada em lei, este mês fala em  "realização compulsória" de exames, testes laboratoriais e tratamento médico. "A lei não deixa claro se deveria segurar o paciente nesse caso, mas na minha interpretação, ele deveria fica no hospital até o último resultado."

Em Paraty, a Justiça do Estado do Rio aceitou um pedido do município nesta sexta-feira para manter em internação hospitalar compulsória um casal de franceses com suspeita de ter contraído coronavírusEles queriam deixar a cidade, apesar de estarem em isolamento e esperando resultados de exames. 




 

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'Ainda é cedo para falar em cura', diz médico que lidera estudos de combate ao coronavírus

O gaúcho André Kalil diz que o mais importante é encontrar uma medicação que resolva os sintomas clínicos do vírus rapidamente

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 16h28

O médico gaúcho André Kalil lidera um ensaio clínico na Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, para testar o remédio que é considerado o mais promissor na tentativa de combate à doença respiratória Covid-19. O infectologista de 53 anos afirmou ao Estado que a droga chamada remdesivir foi apontada pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) americanos como a de maior potencial em relação aos outros medicamentos. O remédio já apresentou efeitos contra doenças semelhantes, como a Sars, por exemplo, em animais e no ambiente laboratorial (in vitro).

O projeto, financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde, pretende envolver mais 50 centros de pesquisa, dentro e fora dos Estados Unidos. O hospital da Universidade do Nebraska é especializado em contenção biológica e se tornou uma das poucas unidades do mundo a receber pacientes de ebola, por exemplo. De acordo com a universidade, este é o primeiro ensaio clínico nos Estados Unidos a avaliar um tratamento experimental.

Kalil revela que, na primeira fase da pesquisa, 200 pessoas infectadas vão receber doses do remdesivir; outras 200 serão tratadas com placebo. Visualmente, o placebo é idêntico ao remédio, mas sem efeito. “Quando chegarem os resultados dos primeiros cem pacientes, vamos tentar entender se há efeito. Em caso positivo, vamos trabalhar em cima dele. Se não, colocamos uma medicação nova”, afirma o médico formado pela Universidade Federal de Pelotas (RS), com residência na Universidade de Miami e que trabalha nos Estados Unidos há 20 anos.

Como são feitos os testes em busca de um remédio para o novo coronavírus?

O estudo envolve 400 pacientes. Duzentos pacientes vão receber um remédio chamado remdesivir e outros 200 vão receber placebo. Estamos ainda no início, mas a ideia é envolver 50 centros hospitalares, dentro e fora dos Estados Unidos. O estudo será conduzido de maneira rápida. Quando você limita o número de centros, a velocidade do estudo fica mais lenta. A ideia é tentar achar a melhor terapia o mais rapidamente possível. Começamos com o remdesivir, mas vamos começar a planejar outras medicações. Trata-se de um estudo adaptativo.

Como assim?

Se o remdesivir mostrar eficácia logo, ele será transferido para o grupo de controle de pacientes e trazemos uma droga nova para o grupo de intervenção. Se ele não funcionar, a gente utiliza uma droga nova. Vamos testar várias medicações novas no mesmo estudo. Por isso, a importância do termo “adaptativo”. Nós vamos nos adaptando. É um estudo dinâmico. A ideia não é testar uma só droga, mas quantas forem necessárias.

Por que esse remédio foi escolhido?

Nós avaliamos várias medicações que têm alguma atividade contra o vírus. De acordo com os dados científicos, o remdesivir se mostrou com a maior probabilidade de inibir o coronavírus. Esse foi o motivo pelo qual decidimos começar com o remdesivir. Mas, como se trata de uma atividade in vitro e também em animais, a gente precisa continuar com inúmeros testes para saber se ele tem atividade em seres humanos.

Como será a expansão para os outros centros médicos?

Planejamos envolver 50 centros inicialmente, talvez mais. A ideia é começar a expandir nos Estados Unidos e tentar envolver outros países.

Ainda é cedo para falar em cura da doença?

Sim. Ainda é cedo para falar em cura. Gostaríamos de encontrar uma medicação que tivesse a propriedade de curar, mas o objetivo mais importante do ensaio clínico é que as pessoas resolvam os sintomas clínicos rapidamente. É importante que elas saiam dos hospitais rapidamente e possam sobreviver à infecção. É um objetivo clínico que as pessoas melhorem e possam voltar às suas atividades normais. A questão de cura é relativa. Ela vai depender da medicação e da resposta de cada indivíduo.

Existem prazos definidos para esse estudo?

Não temos um prazo definido. O estudo foi planejado para três anos. A ideia é encontrar o mais rápido possível as drogas que funcionam e as drogas que não funcionam. Dependendo da evolução dos pacientes, nós podemos começar a identificar o que funciona e o que não funciona em poucos meses. Mas vai depender obviamente da progressão da situação atual.

O índice de letalidade preocupa?

O índice de letalidade hoje é de 2,5% e 3%. Certamente, o índice é mais baixo que a Sars, que era de 10%. Dos coronavírus, o atual é o que apresenta menor índice de letalidade. Por outro lado, nós temos de nos preocupar. Nos Estados Unidos, o índice de letalidade do influenza, nossa gripe forte, é em torno de 0,2% e 0,3%. Já tivemos entre 15 mil e 16 mil mortes só por influenza nesta estação. Aparentemente, o número parece baixo (2% a 3%), mas significa um número enorme de mortos. Temos de ver dos dois lados.

Uma situação como essa cria certa ansiedade e expectativa nas pessoas em relação à descoberta de medicamentos. Como conciliar a urgência com o rigor científico?

Em uma situação dessas, o pânico não ajuda em nada. O pânico faz com as pessoas deixem de fazer o que tem de ser feito, como lavar as mãos, por exemplo. Ela não ajuda nem no nível individual e também não ajuda no rigor da ciência. Não há nada de positivo. É preciso trabalhar de maneira racional mesmo em situações difíceis como essa. Em situações assim, o rigor científico tem de ser ainda mais observado. Em situações como o ebola e o H1N1, por exemplo, nós observamos oportunistas que querem oferecer terapias que não funcionam e podem causar até mortes. A ciência é a única maneira de descobrir o que funciona e aquilo que não funciona contra a epidemia. É muito importante fazer a ciência correta em um momento como esse. 

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Brasileiros decifram em 48 horas genoma do coronavírus que chegou a São Paulo

Apenas 48 horas depois da identificação do primeiro caso nacional da doença, cientistas do Instituto Adolfo Lutz, da USP e da Universidade de Oxford conseguiram decifrar o vírus que chegou no Brasil

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 18h42

SÃO PAULO - Em apenas 48 horas desde a confirmação do primeiro caso brasileiro de infecção pelo novo coronavírus, pesquisadores brasileiros conseguiram sequenciar o genoma do vírus que chegou ao País. Acompanhe as últimas notícias sobre o coronavírus em tempo real.

O trabalho foi conduzido por cientistas do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Oxford. Eles fazem parte de um projeto chamado Cadde, apoiado pela Fapesp e pelo Medical Research Centers, do Reino Unido, que desenvolve novas técnicas para monitorar epidemias em tempo real.

Conhecer os genomas completos do vírus, que recebeu o nome de SARS-CoV-2, nos vários locais onde ele aparece, é importante para  compreender como se dá sua dispersão e para detectar mutações que possam alterar a evolução da doença. Isso pode ajudar no desenvolvimento de vacinas e de tratamentos.

A amostra, retirada do paciente de 61 anos de São Paulo, que tinha passado quase duas semanas na região da Lombardia, a mais afetada da Itália, confirma que ela veio da Europa. É geneticamente parecida com a de um genoma sequenciado na Alemanha. 

Pesquisadores italianos já isolaram o vírus que circula no país, mas não depositaram ainda o sequenciamento do genoma em nenhum banco público para comparação.

“Uma sequência só não revela muita coisa, mas a importância é mostrar que rapidamente somos capazes de fazer e colocar isso à disposição de outros cientistas do mundo. Quanto mais genomas tivermos, mais podemos entender como a epidemia vai evoluindo no mundo. Por isso precisamos ter isso muito rapidamente”, explicou ao Estado a pesquisadora Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical.

Em média, no resto do mundo, os grupos de pesquisa estão levando cerca de 15 dias para conseguir fazer o sequenciamento. O projeto brasileiro foi lançado justamente com o objetivo de agilizar esse processo, para ajudar a fornecer informações com mais rapidez.

“Temos trabalhado para desenvolver uma tecnologia rápida e barata. Todos os casos que forem confirmados no Adolfo Lutz serão sequenciados. A ideia é fornecer informações que possam ser usada para entender a epidemia em curso, para que outros cientistas possam comparar os dados. Essa cadeia de informação de todo mundo junto é importante para o mundo poder responder à epidemia", diz.

Segundo ela, há pequenas mutações, mas a taxa de variação deste vírus é até baixa. 

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Ministério diz que vai atrás de paciente suspeito que deixar hospital

Pasta afirma que hospitais e secretarias de saúde devem tentar concluir exames e investigar paradeiro de quem abandonar local antes de concluir o diagnóstico

Felipe Frazão e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 18h18

BRASÍLIA - O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse nesta sexta-feira, 28, que o Ministério da Saúde vai orientar os hospitais e unidades de saúde a irem atrás de pacientes suspeitos de infecção pelo novo coronavírus que abandonarem os exames.

O protocolo, segundo o secretário, será tentar identificar o destino do paciente e investigar onde esteve e com quem manteve contato. Houve casos registrados em São Paulo e Salvador de pacientes que deixaram hospitais durante os exames, após testes iniciais darem negativo.

Assista à entrevista concedida pelo Ministério da Saúde sobre o coronavírus nesta sexta

 

#AoVivo - Ministério da Saúde atualiza situação sobre o #coronavírus

Publicado por Ministério da Saúde em  Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Após descobrir o paradeiro e entender o motivo de ter deixado o hospital, as secretarias serão orientadas a tentar coletar o material para concluir os exames laboratoriais. “O fato de ter dado negativo não significa que é coronavírus”, ressalvou Oliveira. “Não estamos vivendo uma epidemia, vamos com calma. Ele (paciente) ficará em isolamento respiratório (domiciliar) se necessário”, disse o secretário.  

Justiça

O secretário também comentou o caso de um casal de franceses que teve ordem de internação compulsória decretada pela Justiça do Rio.  Oliveira afirmou que o ministério não recomenda a internação contra a vontade do paciente.

“O Ministério da Saúde não recomenda a internação compulsória de casos suspeitos de coronavírus, não sendo indicado clinicamente para permanecer no hospital. O pior ambiente para se permanecer quando está saudável é o hospital. O médico é a pessoa mais competente para orientar o paciente, os casos suspeitos diante de qualquer dúvida.”

O secretário executivo do ministério, João Gabardo dos Reis, ponderou que a decisão de manter o paciente no hospital deve ser analisada por vários ângulos, mas não indicou se a pasta por recorrer no Judiciário.

Os secretários disseram que estão aprimorando planos de contingência com os Estados e que na próxima semana farão uma reunião de orientação com a Procuradoria-Geral da República, para dar subsídio à decisão em casos que cheguem à Justiça.

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Infectologista diz que alta de suspeitas de coronavírus no Brasil era esperada

Infectologista Esper Kallás, da USP, defendeu a antecipação da vacinação de gripe. 'Quem for vacinado vai ficar mais confiante em relação à gripe', disse

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 09h00

SÃO PAULO - O infectologista Esper Kallás, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que, após a confirmação do primeiro diagnóstico do novo coronavírus no Brasil, era de se esperar o aumento de casos suspeitos. "Em outros países, como Itália e Coreia, os números só fazem crescer e há muito fluxo de pessoas de lá para cá. A primeira hipótese é que, portanto, haja mais pessoas sob risco", diz.

"A segunda hipótese é que, como a questão ganhou atenção da mídias, as pessoas se preocupam mais e também aparecem mais falsos positivos", afirma o pesquisador. "Isso é um comportamento anormal? É anormal, mas é comum. Quando Bussunda morreu de enfarte, por exemplo, o número de pessoas que procurou o Incor aumentou muito."

Na avaliação de Kallás, diante da preocupação com o coronavírus, a estratégia de antecipar a vacinação contra a gripe é positiva do ponto de vista da saúde pública. "Quem for vacinado vai ficar mais confiante em relação à gripe comum e isso auxilia na hora de interpretar os sintomas, como nariz escorrendo ou tosse", diz.

O Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus nesta semana. Nesta quinta-feira, 28, o Ministério da Saúde divulgou um salto de casos suspeitos, que poderão chegar a mais de 300. Diante do avanço do vírus, a pasta informou que antecipará a vacinação contra a gripe

Outro ponto positivo da antecipação, diz Kallás, é que pode ajudar a conter um possível surto de gripe influenza e H1N1. "Tenho conversado com colegas infectologistas e a gente está tendo aumento de vírus influenza, que é anormal nesta época do ano. Só este quadro já bastaria para justificar a vacinação mais cedo."

O pesquisador pontua, ainda, que a composição da vacina neste ano é diferente das anteriores. "Em meio a diversos tipos diferentes, três ou quatro vírus são escolhidos para ser inativados em laboratório e compor a vacina da gripe. Quem faz a sugestão é a Organização Mundial de Saúde, com base na circulação de vírus na estação anterior", explica. "Após alguns anos com a mesma composição, a vacina da gripe mudou neste ano. Então antecipar também faz sentido porque oferece proteção diferente."  

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